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A ajuda da atividade física

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A prática de atividades físicas tem conquistado um papel cada vez mais estratégico e integrativo no acompanhamento de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) — também conhecido como autismo. Muito além do lazer, a ciência comprova que o esporte atua como uma poderosa ferramenta terapêutica para estimular o corpo e a mente.

Estudos científicos recentes mostram que, quando trata-se de um exercício estruturado e adaptado às necessidades individuais, ele melhora significativamente a coordenação motora, estimula a comunicação e reduz comportamentos repetitivos.

Primeiramente, é importante ressaltar que muitas pessoas no espectro autista enfrentam desafios relacionados ao equilíbrio, ao planejamento de movimentos e à consciência do próprio corpo. Nesse cenário, o treinamento esportivo surge como um grande facilitador da autonomia.

“Esses ganhos favorecem a independência funcional e ampliam a participação em diferentes contextos, como a escola, a família e a comunidade. Isso é especialmente importante porque muitas pessoas com TEA apresentam dificuldades e fatores que podem interferir na realização de tarefas do cotidiano e limitar a participação em atividades recreativas e esportivas”, explica o Dr. Tarcizio Britto, neuropediatra e coordenador de clínicas especializadas em TEA.

Nesse sentido, o impacto do esporte ultrapassa o aspecto físico. Atividades individuais ou em grupo proporcionam um ambiente rico para treinar competências sociais e afetivas:

Socialização e comunicação: o contato com regras, colegas e instrutores exercita a cooperação e a troca interpessoal.

Redução de estresse e estereotipias: a rotina de exercícios físicos contribui para a regulação emocional, a melhoria do foco e a diminuição de movimentos repetitivos.

Autoestima e pertencimento: superar pequenos desafios na prática esportiva fortalece a autoconfiança da criança ou do adolescente.

“Os benefícios são diversos e podem ser observados no fortalecimento da autoestima, da autoconfiança e do sentimento de pertencimento. Esses fatores contribuem para a qualidade de vida e para uma participação mais ativa na sociedade”, ressalta o especialista.

Por outro lado, especialistas reforçam que a atividade física não substitui os tratamentos tradicionais, mas atua em sinergia com eles. Para alcançar resultados consistentes, a prática deve ser integrada a um plano terapêutico personalizado, acompanhado por uma equipe multiprofissional com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicomotricistas e médicos. Em suma, ao unir a ciência à inclusão pelo esporte, abrem-se caminhos para que pessoas com autismo conquistem mais saúde, autonomia e espaço na sociedade.

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