O ambiente importa, e muito. Tanto pelo que fortalece quanto pelo que desgasta.
Cuidar da saúde mental envolve, também, observar com atenção onde e com quem se vive. Nem todo sofrimento emocional está ligado ao que fazemos, mas, muitas vezes, aos contextos nos quais escolhemos permanecer.
A convivência contínua com críticas, desorganização, tensão ou relações que nos diminuem, por exemplo, produz impactos reais e progressivos sobre o bem-estar emocional. Esses efeitos tendem a se instalar de forma silenciosa, mas consistente.
Por isso, autocuidado não se resume a práticas individuais. Ele inclui afastar-se do que enfraquece e buscar ambientes e relações que favoreçam equilíbrio, segurança e crescimento emocional.
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A força do ambiente
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Deborah Kerches
Neuropediatra especialista em TEA e mestra em Análise do Comportamento (PUC-SP). Pós-graduada em psiquiatria. Palestrante, autora do best-seller "Compreender e acolher: transtorno do espectro autista na infância e adolescência" e coordenadora editorial dos best-sellers "Autismo ao longo da vida" vol 1 e 2. Madrinha do projeto social Capacitar Para Cuidar em Angola.
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