Compartilhe

Alimentação seletiva feminina

Compartilhe

Mulheres autistas apresentam maior risco de transtornos alimentares restritivos, incluindo ARFID/TARE (Avoidant/Restrictive Food Intake Disorder / transtorno alimentar restritivo evitativo), caracterizado por restrição ou evitação alimentar persistente, sem preocupação com peso ou forma do corpo (APA, 2022). Esses comportamentos são frequentemente associados a rigidez, ansiedade e hipersensibilidade sensorial, e podem gerar déficits nutricionais, impacto social e sofrimento emocional.

Dados relevantes:

Meta-análise Sader et al., 2025: 16,27% das pessoas com ARFID/TARE têm diagnóstico de autismo; 11,41% das pessoas autistas apresentam ARFID/TARE.

Brede et al., 2024 (mulheres autistas com transtornos alimentares restritivos): maior rigidez alimentar e evitação de sabores, texturas e cheiros específicos, maior prevalência de ansiedade e comportamentos alimentares ligados à sensorialidade, perfil clínico complexo, exigindo atenção especializada e estratégias individualizadas.

Esses achados demonstram que alimentação seletiva intensa em mulheres autistas não é escolha ou “capricho”, mas resultado de fatores neurológicos e sensoriais. A identificação precoce de ARFID/TARE é fundamental para intervenção adequada, suporte nutricional e cuidado emocional, especialmente em serviços de saúde que atendem mulheres com TEA.

Veja também...

Para apoiar um aprendiz que enfrenta desafios na comunicação, o primeiro passo é avaliar com atenção o perfil comunicativo atual e entender …

Esse filtro não é fixo. Ele se calibra pelo que você repetidamente trata como importante. É por isso que uma mãe acorda …

Fisio, a criança autista que vinha bem fica irritada, agressiva ou se recusa a tudo de repente. A leitura fácil é comportamento. …