O transtorno do espectro autista (TEA) se tornou um tema cada vez mais relevante nas últimas décadas, impulsionado principalmente pelo crescimento no número de diagnósticos identificados por instituições de saúde.
Dados de órgãos como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, mostram que a prevalência do autismo aumentou significativamente nos últimos anos, alcançando a proporção de 1 diagnóstico para cada 36 crianças.
É importante ressaltar que existem diversos estudos indicando a influência de fatores genéticos e ambientais no desenvolvimento do transtorno, especialmente durante o período gestacional, quando ocorre a formação inicial do organismo.
Entre os fatores analisados pela ciência, estão condições ocorridas durante a gestação, como diabetes gestacional e infecções. Entretanto, pesquisadores também apontam que a idade avançada dos pais também aparece entre os fatores que podem interferir no desenvolvimento neurológico do bebê..
Outro ponto analisado por especialistas envolve a exposição a determinados produtos químicos durante a gravidez. Segundo pesquisas, esses fatores podem interagir com características genéticas individuais e, com isso, elevar a vulnerabilidade ao transtorno para o feto.
Apesar de chamarem a atenção, os números precisam ser analisados com cautela, uma vez que eles não indicam, necessariamente, um aumento real na incidência do autismo. De acordo com especialistas, na realidade, grande parte dos dados estão relacionados à maior conscientização sobre o transtorno.
Afinal, vale destacar que a sociedade passou a compreender melhor a diversidade neurológica, o que tem incentivado muitas crianças e adultos a buscarem diagnósticos e, consequentemente, elevado a identificação de casos que antes poderiam passar despercebidos.
Além disso, a consolidação do conceito de espectro autista também contribuiu para ampliar a identificação do transtorno, permitindo que indivíduos com diferentes níveis de dificuldades na comunicação, interação social e comportamentos repetitivos também fossem incluídos nos critérios diagnósticos.
FONTE: https://diariodepernambuco.com.br/dpmais/especialistas-revelam-por-que-estao-nascendo-mais-criancas-autistas-no-brasil/#goog_rewarded