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Característica isolada é nada

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Nenhuma dessas características, isoladamente, é suficiente para indicar que uma pessoa é autista.

Não gostar de barulho, ter dificuldade com mudanças, evitar contato visual, apresentar hiperfoco ou preferir ficar sozinho podem estar presentes no autismo, mas também podem aparecer em outros contextos ou fazer parte da individualidade de pessoas que não são autistas.

O diagnóstico não se baseia em uma característica específica, mas na análise de um conjunto de características, da história do desenvolvimento, dos critérios clínicos e dos impactos na vida da pessoa.

Nesse contexto, as redes sociais podem ter um papel importante ao ampliar o acesso à informação e possibilitar que algumas pessoas reconheçam aspectos de sua própria história que antes não compreendiam. Mas é preciso cuidado para não transformar uma característica apresentada de forma isolada em uma conclusão sobre si mesmo ou sobre outra pessoa.

A identificação pode ser o começo de uma pergunta: “Será que vale a pena investigar isso?”
E essa pergunta pode, sim, levar à busca por uma avaliação. Mas a resposta não está em uma característica isolada… Está em uma avaliação clínica individualizada.

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