Quem conquistou direitos sabe que eles precisam ser protegidos.
Para muitas pessoas autistas e suas famílias, direitos não são palavras bonitas escritas em documentos. Eles aparecem na vida concreta: no acesso à saúde, na educação inclusiva, no atendimento prioritário, na acessibilidade, na assistência social e na proteção contra a discriminação.
Muitas dessas garantias são resultado de anos de mobilização de pessoas com deficiência, familiares, movimentos sociais e organizações que se recusaram a aceitar a exclusão como algo “normal”.
Por isso, existe uma diferença enorme entre receber um direito pronto e conhecer a luta necessária para conquistá-lo.
Direitos podem ser ampliados, regulamentados, enfraquecidos ou ter sua aplicação comprometida. É justamente por isso que cidadania também significa conhecer as leis, acompanhar políticas públicas, fiscalizar representantes e não permanecer indiferente quando garantias estão em discussão.
A DoroTEA acredita que inclusão não pode depender apenas de boa vontade. Inclusão precisa estar protegida por direitos.
Quem conhece a história das conquistas entende por que não podemos tratá-las como permanentes e intocáveis.
Direitos conquistados merecem memória, participação e proteção.
Compartilhe. Conhecimento também é uma forma de defender direitos.