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Durante muitos anos, eu ouvi que era “doido”, “retardado”, “esquisito”, “estranho” e que tudo era falta de esforço.

Hoje eu tenho um diagnóstico. Mas milhões de pessoas ainda não têm. E continuam sendo julgadas pelo que nunca escolheram ser.

É por isso que eu estou aqui.

Eu não uso as redes sociais para aparecer. Não estou aqui para brincar de influenciador. Estou aqui porque sei como dói crescer acreditando que há algo de errado com você, quando, na verdade, o que faltava era compreensão.

Se o meu conteúdo conseguir fazer com que uma criança autista seja mais respeitada na escola, um adolescente deixe de ser chamado de “esquisito” ou um adulto finalmente entenda a própria história, então todo esse trabalho já valeu a pena.

Eu não posso mudar o que vivi.

Mas posso lutar para que menos pessoas precisem carregar as mesmas cicatrizes que eu carreguei.

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