Tem uma coisa que a clínica me ensinou ao longo dos anos.
Por trás de quase toda criança que chega até nós, existe uma mãe tentando entender, acolher, pesquisar, reorganizar a rotina e continuar forte… Mesmo cansada.
É a mãe que manda mensagem, que percebe pequenas mudanças, que chega para devolutiva com um caderno cheio de perguntas, que passa noites procurando respostas e aprende palavras que nunca imaginou precisar aprender.
E talvez o mais duro disso tudo seja que, muitas vezes, ninguém percebe o quanto ela também está precisando de acolhimento.
Dentro da clínica, essa realidade aparece o tempo todo. Aparece nas conversas, nos corredores, nos olhares e nos detalhes.
Talvez por isso essa frase faça tanto sentido para mim:
“Mãe é quem fica.”
E nesses próximos dias, eu só queria que algumas mães lessem isso e se sentissem vistas.
Porque eu vejo vocês.