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Trabalhar com literatura é uma das coisas mais bonitas que existem. E quando a literatura encontra a inclusão, tudo ganha ainda mais sentido. Porque muitas vezes aquilo que o técnico não consegue alcançar, a arte consegue tocar com delicadeza, verdade e humanidade.

Viajar para outras cidades, compartilhar minhas vivências como pessoa autista com altas habilidades/superdotação e também como uma pessoa bipolar, tem sido uma experiência transformadora. Cada palestra, cada conversa, cada criança que se identifica com a DoroTEA ou cada adulto que finalmente se sente compreendido faz tudo valer a pena.

A arte tem esse poder: transformar dor em ponte, diferença em pertencimento e informação em afeto.

Fotos: Yuri de Andrade

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