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O autismo N1 não é leve. O peso não é visto nem medido.
Sentido pelo autista com toda dificuldade de expressar o rodamoinho de emoções, medos e inseguranças.

Quando uma criança sofre sem chorar perto de alguém, gritar ou (se) bater, a aparência é de que está tudo bem.
Não está. Quase nunca está.

O choro da criança que é muito estranha para ser normal e muito normal para ser autista, é quase sempre um choro escondido. Um sofrimento que lhe tira toda vontade de viver.

Ela não quer morrer. Ela só não quer existir em várias situações.

A primeira bandeira vermelha que a criança demonstra é a de não estar feliz.
Crianças são resilientes e sempre encontram um jeito de se alegrar, ainda que algumas condições em casa ou na escola não sejam alegres. Essa é a bênção de uma infância típica.

Mas crianças autistas não são como as outras crianças.

Os pensamentos sombrios, muitos deles causados pela rejeição social – os acompanham o tempo todo, sem momentos de distração. Não tem altos e baixos – só baixos.

Por fora, “normais”: banho tomado, lição de casa feita, sentam à mesa, assistem tv com a família enquanto a mente está bem longe do que veem.

“Como vou sobreviver amanhã?”

Nenhuma criança merece não ter vontade de acordar no dia seguinte.
Nenhuma criança devia chorar sozinha, trancada no banheiro.
Nenhuma delas deve ouvir da família ou na escola que são preguiçosas, antipáticas e sempre erradas.

Não, nem todas, graças a uma família acolhedora e consciente, que nota sinais e toma providências.
Mas essas não são todas as histórias de crianças autistas com “pouco” suporte.

Ela não agride ninguém, só ela mesma, por dentro, não falando o que sente, não sendo incluída sem nem saber por quê.

Se a sua criança não está feliz, busque ajuda. Nem sempre é fase.

Todo meu carinho e respeito pelas crianças autistas de N1 que não têm o suporte que precisam por outras pessoas acharem que elas não precisam.

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