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Nem todo comportamento de “fuga” é apenas fuga.

Às vezes, a criança ainda não encontrou uma forma de dizer: “isso me assustou”, “não gostei”, “está demais para mim”.

Quando entendemos o que está por trás do comportamento, deixamos de tentar apenas interrompê-lo e passamos a ensinar novas formas de comunicação.

No meu trabalho, eu não quero que a criança simplesmente pare de evitar situações. Eu quero que ela desenvolva recursos para dizer o que sente e o que precisa.

E isso vale para crianças oralizadas e não oralizadas. Toda comunicação faz sentido quando olhamos com curiosidade, respeito e conexão.

O comportamento é a ponta do iceberg. Nossa tarefa é compreender o que está por baixo dele.

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