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Pacientes voluntários

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A Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP seleciona, até o final de dezembro de 2026, pacientes voluntários com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), na faixa etária de 5 a 25 anos, para a pesquisa Análise do Perfil Proteômico Salivar de pacientes com diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo. O estudo é desenvolvido pela pesquisadora Isis Raquel Ghelardi, aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas Aplicadas da FOB.

O trabalho é orientado pelo professor Paulo Sérgio da Silva Santos, do Departamento de Cirurgia, Estomatologia, Patologia e Radiologia da FOB, e conta com a coordenação de Talita Mendes Oliveira Ventura, professora do Departamento de Ciências Biológicas da FOB.

O objetivo da pesquisa é analisar as características salivares específicas de pessoas com TEA e relacioná-las com diferentes níveis de suporte, considerando este tipo de exame como uma possível ferramenta de diagnóstico para o tratamento, mais precisa, rápida, não invasiva e com menor desconforto. Segundo Isis, a identificação de um perfil de proteínas salivares específico em pessoas com TEA permitirá que o diagnóstico seja realizado de forma mais precisa.

“Hoje, o diagnóstico é clínico, em que uma série de critérios são avaliados. Além disso, são necessárias várias sessões de avaliação e preenchimento de questionários pelos cuidadores. Este processo, além de ser cansativo e gerar estresse no indivíduo com TEA e na família, é oneroso e subjetivo, podendo estar sujeito a variações de interpretação de quem o avalia”, diz a pesquisadora.

De acordo com Isis, as coletas de saliva não estimuladas serão realizadas no Centro de Pesquisa Clínica da FOB. As amostras serão posteriormente analisadas por técnicas para identificação de proteínas salivares pelo Laboratório de Bioquímica da FOB.

“Após assinatura dos termos de consentimento, é realizada uma apresentação dos materiais utilizados ao paciente e aos cuidadores. De forma cuidadosa, explicativa, com condicionamento e de acordo com aceitação e colaboração do paciente, a saliva é aspirada para o frasco estéril. Será necessário no mínimo 1 ml de saliva de cada indivíduo”, detalha a pesquisadora.

FONTE: https://jornal.usp.br/diversidade/odontologia-da-usp-em-bauru-seleciona-voluntarios-com-tea-para-estudo-sobre-proteinas-salivares/

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