Compartilhe

Compartilhe

Hoje, a gente ainda escuta perguntas que parecem absurdas.

“Será que ele é assim porque é mimado?”
“E se for só uma fase?”
“Tem certeza que é autismo?”
“Vacina não pode ter causado isso?”

E é fácil ficar irritado.

Fácil esquecer que, só de estar ali, esse pai já fez mais do que muita gente faz.

Ele saiu da negação. Ele procurou ajuda. Ele apareceu.

Eu torço pelo dia em que nenhuma família precise ser orientada do zero.

Que informação sobre autismo esteja disponível na escola, no posto de saúde, no grupo de gestante. Que a gente não precise mais começar explicando o que é atraso motor.

Mas até lá, a nossa resposta precisa ser empatia. Empatia com firmeza, com limite, mas com a clareza de quem sabe o que está fazendo. Porque entre um pai desinformado e um pai ausente, eu escolho mil vezes o que ainda faz pergunta.

E você? Já pensou quantas portas se fecham quando um profissional se incomoda com a dúvida da família?

Veja também...

A rede pública do Rio de Janeiro acumula cerca de 14 mil pacientes na fila do Sisreg à espera de avaliação para …

Você já percebeu como alguns filmes ficam com a gente mesmo depois que acabam? No universo infantil, muitas histórias são verdadeiras ferramentas …

O diagnóstico tardio no autismo raramente é um processo linear.Para muitos adultos, a primeira sensação pode, sim, ser de alívio. Como finalmente …