Deborah Kerches

Neuropediatra especialista em TEA e mestra em Análise do Comportamento (PUC-SP). Pós-graduada em psiquiatria. Palestrante, autora do best-seller "Compreender e acolher: transtorno do espectro autista na infância e adolescência" e coordenadora editorial dos best-sellers "Autismo ao longo da vida" vol 1 e 2. Madrinha do projeto social Capacitar Para Cuidar em Angola.

Muito além dos rótulos

Esse relato simples, mas carregado de sensibilidade, contribui para a desconstrução dos estereótipos associados ao transtorno do espectro autista (TEA). Traz um pouco do convívio real — sem mediações, sem filtros e sem idealizações. Fábio destaca não apenas a inteligência do colega, mas a originalidade com que ele abordava os trabalhos acadêmicos. Um tipo de […]

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Empatia na volta às aulas

O retorno às aulas após as férias de julho pode parecer simples para muitas famílias, especialmente quando não há grandes mudanças aparentes. Porém, para algumas crianças — em especial aquelas no espectro autista — esse momento representa um verdadeiro recomeço, repleto de incertezas e desafios. A previsibilidade é um aspecto fundamental para o bem-estar dessas

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Rigidez comportamental

A rigidez comportamental – ou inflexibilidade cognitiva – é uma característica amplamente descrita no transtorno do espectro do autismo e está associada a dificuldades significativas na adaptação a mudanças, quebra de rotinas e enfrentamento de situações inesperadas. Essa rigidez costuma ser uma das formas que a pessoa autista encontra para buscar “controle” diante do ambiente,

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Humildade e reavaliação

Persistir não é permanecer no mesmo lugar. É ter humildade para reavaliar, disposição para recalcular e coragem para recomeçar — quantas vezes for preciso. Há momentos em que seguimos por caminhos traçados com convicção… Mas, no meio do percurso, algo pode nos convidar a parar, repensar, ajustar. Nem sempre por escolha, às vezes por necessidade.

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Vamos falar de autodefesa

Nem sempre conseguimos controlar o ambiente. Mas podemos fortalecer quem vive nele. Falar de autodefesa, especialmente quando pensamos em pessoas autistas — e, sobretudo, em mulheres autistas — é falar de segurança, de proteção, de autocuidado e, acima de tudo, de autonomia. É reconhecer que, sim, pessoas autistas estão mais expostas a situações de risco:

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Com elas é diferente

Nem sempre os sinais do autismo se manifestam da forma como a maioria imagina — especialmente quando falamos de meninas. Por apresentarem comportamentos “mais sutis”, com maior capacidade de adaptação, imitação social e respostas aparentemente eficientes às interações e à linguagem, muitas meninas autistas acabam passando despercebidas na infância. Os sinais muitas vezes ficam ocultos

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Confie no curso do processo

Há momentos em que tudo indica que não será possível… Os caminhos se estreitam, as soluções parecem inalcançáveis e a esperança começa a enfraquecer. Mas, a realidade presente não define, necessariamente, o desfecho… Muitas vezes, é apenas uma questão de tempo. De reposicionar o olhar. De permitir que o processo siga seu curso, ainda que

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O que parece nem sempre é

Estratégias de masking ou camuflagem social fazem parte das experiências de muitos autistas — especialmente no nível 1 de suporte. Camuflar não é simplesmente parecer “sociável”. É esconder partes reais de si para não ser julgado. Na tentativa de se encaixar, a autenticidade se perde — e, com ela, muitas vezes, a saúde mental. Nem

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Precocidade feminina

No contexto do autismo, o diagnóstico precoce é frequentemente apontado como um fator-chave.E com razão: quanto mais cedo a identificação, maiores as chances de oferecer intervenções personalizadas, suporte adequado, adaptações escolares, estratégias que favoreçam o pleno desenvolvimento. Mas e quando esse diagnóstico chega muito mais tarde? Na adolescência. Na vida adulta. Esse cenário é comum,

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Momentos com significado

Os dias passam depressa… Vivemos “divididos” entre tarefas, compromissos e a vontade de estar mais perto de quem amamos. Ainda assim, mesmo quando os momentos juntos parecem breves, eles podem ser profundamente significativos. Estudos em neurociência mostram que os vínculos afetivos se constroem na repetição de experiências seguras, previsíveis e afetuosas. Não é sobre grandes

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