Fisio, ela perde o equilíbrio e o braço não vai para a frente. A queda é seca, sem amortecimento. Muita gente lê isso como falta de atenção ou de coragem.
A reação de proteção depende do sistema de controle postural inteiro funcionando rápido: leitura vestibular e proprioceptiva do desequilíbrio, tônus de tronco suficiente para reagir, e um comando motor que chega a tempo no braço.
No autismo, esse sistema tem componentes documentados com funcionamento atípico: maior oscilação em postura estática, tônus de base comprometido em boa parte dos casos, processamento sensorial diferente. Qualquer um desses elos pode atrasar a resposta.
Treinar “levanta o braço quando cair” sem trabalhar equilíbrio e tônus ensina o gesto fora do contexto que deveria acioná-lo. A reação de proteção se constrói treinando junto equilíbrio, tônus e o comando motor que ativa o braço.
Me segue aqui. Toda semana eu mostro o raciocínio clínico por trás de cada gesto motor no autismo.