Ano passado, eu tomei uma decisão que já estava amadurecendo dentro de mim há muitos anos: tirar o projeto dos livros da gaveta.
E talvez alguém pudesse perguntar: “Mas por quê? Justo agora? Mesmo com tantos cursos digitais dando certo?”
A resposta é simples, porque livro físico tem algo diferente. E eu amo escrever.
O digital ensina, aproxima, facilita, atravessa fronteiras. E eu sou muito grato por tudo que construí e continuo trilhando nesse caminho. Mas o livro físico… Ah, o livro físico fica. Ele ocupa espaço na estante, na mesa de trabalho, na mochila, no consultório, no colo de uma mãe cansada procurando respostas, na rotina de um profissional que quer estudar melhor.
Livro físico tem presença.
Ele permite grifar, voltar, dobrar a página, colocar post-it, emprestar, reler anos depois e perceber que aquela frase continua fazendo sentido. Talvez até mais do que antes.
E eu percebi que isso combina comigo. Combina com a minha história, com a minha forma de estudar, ensinar e construir conhecimento. Mas, principalmente, combina com o meu público.
Nós gostamos de ler. Gostamos de material bom nas mãos. Gostamos de estudar com calma, de consultar, de carregar conhecimento para a prática.
Por isso, mesmo vivendo em uma era cada vez mais digital, eu continuo acreditando que livro nunca saiu de moda. E, pelo menos por aqui, nunca sairá.
Porque quando o conhecimento é sério, útil e feito com propósito, ele merece mais do que uma tela.
Merece virar página.
1 ano depois, a coleção aumentou e já somamos 20 mil leitores. Obrigado a cada um por dedicar seu tempo a aprender com meus textos.
